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17 de maio de 2013

Liberta-me - Tahereh Mafi - Editora Novo Conceito


 

 

Por se tratar de uma série pode conter spoiler para quem não leu Estilhaça-me.

Juliette ousou acreditar que estava em segurança no Ponto Ômega. Que agora poderia se sentir salva, segura, feliz e amada. Porém as coisas nunca foram fáceis para Juliette e isso não irá mudar agora.

Algo está acontecendo com Adam. Ele parece tão perto e ao mesmo tempo tão distante. Ele parece fraco, frágil, doente. Por mais que Juliette pergunte, ele não fala sobre o que está acontecendo. Ele sabe que a verdade irá devastar Juliette, entretanto não existem segredos capaz de durar para sempre, e como ele temia, Juliette sente-se destroçada diante de tal revelação.

Mas o destino nunca foi bondoso com Juliette. Só isso não seria o bastante, pelo menos é o que o destino pensa, e junto com a bomba lançada por Adam em seu coração, ela ainda precisa lidar com a confusão de sentimentos que tem em relação à Warner.

Warner que a sequestrou. Que quis transforma-la em uma arma de destruição. Que torturou e quase matou Adam. Que mata inocentes como se matasse insetos. Que desperta desejos e sentimentos proibidos. Que mexe com sua cabeça. Que parece ser mil e uma pessoas diferentes dentro do corpo perfeito de um só.

Entretanto esses são os problemas pessoais de Juliette e chegou o momento dela perceber que o mundo não gira em torno do seu umbigo. Eu o mundo é maior e muito mais complexo. E que ela precisa decidir se está pronta ou não para enfrentar essa realidade.
 

Liberta-me – Editora Novo Conceito é o segundo livro da trilogia distópica da autora Tahereh Mafi.
Percebemos facilmente a evolução e o amadurecimento da autora neste segundo livro.
Os personagens estão mais complexos, mais bem trabalhados e várias cenas são de deixar qualquer leitor paralisado esperando o que irá acontecer.

É fácil entender o que podemos chamar de egocentrismo de Juliette. Ela viveu tanto tempo sozinha e isolada que é muito difícil perceber que existe um mundo muito mais complexo que os seus problemas com seu dom/maldição ou com sua vida sentimental.
Foi delicioso acompanhar enquanto ela fazia tais descobertas, mesmo que durante esse processo ela precisasse sofrer ainda mais.

Adam continua sendo um personagem apaixonante. Lindo, apaixonado e disposto a colocar a própria vida em risco pela amada. Ok, vocês podem dizer que isso é clichê, mas ele é assim sem ser irritante, pelo menos para mim.

O triângulo amoroso Adam-Juliette-Warner ganha força total neste livro e antes que você pense em reclamar e dizer que não aguenta mais isso em todo livro, me deixa dizer uma coisa, aqui esse triângulo tem poder, tem fogo, e mexe com as estruturas do livro, dos personagens e do leitor.

Warner está tão igual e tão diferente do primeiro livro que assim como Juliette ficamos tentando entender e descobrir qual é o verdadeiro Warner. O que ele viveu e passou e se ele poderia realmente mudar e ser uma pessoa melhor, diferente.

Adam ainda é meu favorito, porém meu coração sentiu-se abalado por esse Warner desconhecido, misterioso.

A guerra é iminente, chegou o momento de cada personagem decidir seu lado e seu papel nesta história e muitas vezes essa não será uma decisão fácil. A guerra será sangrenta, muitos serão abatidos e a vitória é um sonho que pode estar muito mais distante do que todos poderiam imaginar.

O final deixa no ar muitas possibilidades, muitas esperanças, muitas expectativas e espero que o próximo volume chegue logo e preencha corretamente cada pedacinho quebrado, rasgado e perfurado do meu coração.

 

 

16 de abril de 2012

Estilhaça-me - Tahereh Mafi



Os humanos abusaram da natureza o quanto podiam e agora estão pagando um alto preço por isso.
O Restabelecimento tinha muitas promessas. Todos teriam casa, saúde e comida. Todos acreditaram. Porém o que impera é a ditadura, o terror e a morte.
Foi nesse mundo que Juliette cresceu.
Juliette sempre soube que era diferente. Ela sempre tentou todo o possível para se ajustar ao mundo e as pessoas. Nunca conseguiu.

Há três anos Juliette matou. Acidentalmente. Mas matou.
Os pais aproveitaram a oportunidade para se livrarem dela. Juliette foi examinada, estudada, vasculhada e internada em um manicômio.
Ninguém sabe como lidar com ela. Há exatos 264 dias ela não vê ninguém. Não fala com ninguém. E principalmente não toca em ninguém.
Juliette só quer o que todo mundo quer. Um amigo. Um amor. Um toque de carinho. Juliette sabe que nunca terá isso.

As coisas começam a mudar quando Juliette ganha um companheiro de cela quarto.
Adam chega arrogante, autoritário e cheio de perguntas. Ele é lindo. Muito lindo. Lindo demais.
Quem é ele? Por que o colocaram com ela? Eles querem mata-la? Talvez morrer não seja assim tão ruim. Mas Juliette não quer morrer.
Um sentimento estranho perturba Juliette. Ela conhece Adam. Ela se lembra dele. Ela não quer se lembrar dele. Por que ele não se lembra dela? Não pode ser ele.

De repente Juliette está solta, mas não livre. Warner, um dos vilões generais do Restabelecimento, tem planos para ela.
Ele quer fazer de Juliette sua arma mais poderosa e mortal.
Entretanto Juliette não quer ser um monstro. Juliette tem seus próprios planos e com a ajuda do misterioso Adam ela descobrirá que:

- Tem um dom e não uma maldição:
- É sobre humana e não um monstro;
- Seu toque é poder e não apenas letal
- E que ela deve lutar contra eles e não ser a arma deles.

Essa é mais uma história onde o tema é a sociedade distópica.
O livro começa um pouco confuso-caótico-desconcertante. E não poderia ser diferente. Estamos dentro da cabeça de Juliette e ela trava uma imensa batalha contra si mesma.
Sou louca. Não sou louca. Sou um monstro. Não sou um monstro. Matei intencionalmente. Foi apenas um acidente. Juliette não sabe mais o que pensar.

Aos poucos as coisas vão se encaixando e a história vai criando forma.
A leitura é rápida e achei muito fácil imaginar tudo o que a autora descrevia.

Juliette é fácil de ser amada. Apesar de todo seu poder, ela sente-se fraca e insegura.
Isso muda com o decorrer da trama e é sempre muito bom acompanhar o desabrochar do personagem.
Adam é o famoso TDB (tudo de bom). O cara é forte, lindo, tem um coração imenso e está disposto a tudo.
Warner é o típico vilão, bonito e ordinário, como a maioria dos vilões. Entretanto algumas de suas ações me levaram a ter pena dele

Apesar dos protagonistas serem muito jovens isso não incomodou. Minha única critica até o momento é que quando as coisas realmente ficaram boas o livro acabou. E agora vou precisar ter muita paciência para esperar o próximo volume.