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1 de novembro de 2012

A Primeira Noite - Marc Levy - Suma de Letras

“Certa lenda, diz que a criança, na barriga da mãe, conhece todo o mistério da Criação, da origem do mundo até o fim dos tempos. Ao nascer, um mensageiro passa pelo seu berço e encosta o dedo nos seus lábios, para que ela nunca revele o segredo que lhe foi confiado, o segredo da vida. Esse dedo que apaga para sempre a memória da criança deixa uma marca. Essa marca, todos temos acima do lábio superior, exceto eu. No dia em que nasci, o mensageiro esqueceu de vir me ver e eu me lembro de tudo...”
 

Pode Conter SPOILERS para quem não leu O Primeiro Dia.
 
A busca pelo misterioso artefato coloca Adrian e Keira lado a lado e de frente para o perigo. Um acidente de carro, que de acidente não parece ter nada, deixa Adrian ferido e queira desaparecida.
Sem noticias da amada e julgando que ela esteja morta, Adrian retorna desolado para a Grécia. Porém quando os pertences de Keira são enviados da China, uma fotografia lançará nova luz ao seu misterioso desaparecimento. Tudo indica que ela ainda está viva.
Apenas com a esperança ao seu lado, Adrian parte para a China para tentar encontra-la.

As buscas pelo artefato recomeçam e os perigos aumentam ainda mais.
Viajando de Londres a Paris, de Amsterdã a China, da Sibéria a Etiópia, eles estão cada vez mais perto de desvendar como o universo foi criado e encontrar o fóssil do primeiro humano.

Muitos poderosos não querem que tal descoberta aconteça, e eles estão dispostos a tudo, até mesmo a matar.

Mesmo que Adrian e Keira sobrevivam aos perigos e consigam todas as repostas para os mistérios do universo, resta uma importante pergunta: A humanidade estaria pronta para a verdade?

A Primeira Noite – Marc Levy – Suma de Letras é a continuação do sucesso O Primeiro Dia. Mesmo esperando mais ação, gostei muito do primeiro livro, já este foi uma decepção.
A escrita de Levy continua perfeita. O ritmo da leitura é gostoso. Porém para mim foi apenas mais do mesmo.

Adrian e Keira continuam viajando de um país a outro. De um continente a outro. Com mais facilidade do que eu vou da minha casa para o interior de São Paulo.
Por diversas vezes fiquei me perguntando se realmente tudo poderia acontecer tão fácil assim, ou se o autor exagerou na dose. Para mim ele exagerou e muito, mesmo se tratando de uma ficção.

O desfecho final sobre o artefato, também deixou sensações controversas. Por um lado eu até acredito que a teoria do autor pode sim ser possível. Por outro, acho que muitos pontos ficaram vagos, quase como se algumas pontas permanecessem soltas.

O romance entre Adrian e Keira, apesar de não ser o ponto central do livro, continua sem convencer. Adrian é banana demais e Keira petulante demais. A química parece simplesmente não existir. Isso não me incomodou no primeiro livro, pois acreditava que agora as coisas se encaixariam, mas isso não aconteceu.

O final foi basicamente o que eu esperava. Resumindo, A Primeira Noite é uma leitura agradável, que poderia ter sido sensacional, mas que se tornou repetitiva nos acontecimentos, sem nada de realmente novo em relação ao livro anterior.

 

28 de setembro de 2012

O Primeiro Dia - Marc Levy - Suma de Letras



Uma arqueóloga apaixonada pela profissão busca na Etiópia, as margens do Olmo, o fóssil daquele que poderia ser o primeiro ser humano.
Mas sua maior duvida ainda é como definir o primeiro ser humano. Seria o primeiro ser a andar sobre os dois pés ou o primeiro a demonstrar sentimentos, emoções.
Keira não tem medo dos perigos e espera encontrar as respostas para suas perguntas o quanto antes.

Adrian é um astrofísico apaixonado pelo céu, pelas estrelas, pelas galáxias e seus mistérios.
Desde a infância sempre se perguntou “onde começa a aurora?”. Como e quando exatamente surgiu o mundo como conhecemos.

Adrian quer descobrir o nascimento do universo. Keira encontrar o fóssil de o primeiro ser humano. Um antigo e misterioso amuleto cruzará o caminho dos dois.
Porém eles não são os únicos interessados em desvendar os mistérios deste estranho objeto.

Pessoas poderosas e dispostas a tudo também querem o amuleto e seus segredos.
Numa aventura pela África, Europa e Ásia, Adrian e Keira enfrentarão diversos perigos na busca por respostas. Mas será que eles terão sucesso?

Quando li a sinopse de O Primeiro Dia – Marc Levy – Suma de Letras, fiquei encantada e tinha certeza que encontraria um estilo parecido com O Código da Vinci de Dan Brown, cheio de correria e adrenalina. Entretanto o estilo de Levy é bem diferente.

O livro tem uma narrativa mais lenta, mais detalhada, porém não achei cansativa, achei fascinante. Até mesmo quando Adrian explicava os mistérios do universo, com termos bastante estranhos, eu conseguia me conectar, perceber e entender cada detalhe.

Apenas senti falta de um pouco mais de fogo entre os personagens de Adrian e Keira, mas entendo que o romance não era o foco do livro, porém o teria deixado mais interessante ainda.

Eu sempre tive as mesmas dúvidas e perguntas que Adrian e Keira e talvez por isso tenha me identificado tanto com o livro.
O final foi desconcertante e eu não podia acreditar no que estava lendo. Espero sinceramente que minhas suspeitas e esperanças se confirmem no livro A Primeira Noite, continuação desta obra e com lançamento previsto para outubro.
 
 


13 de junho de 2012

Destino - Ally Condle - Suma de Letras


No futuro, a Sociedade escolhe:
Onde você mora.
O que você come.
Onde você trabalha.
Como você se diverte.
Com quem você se casa.
Quando você morre.



Cassia confia na Sociedade em que nasceu e que define sua vida.
Você não precisa se preocupar com o que vestir, o que comer, que profissão escolher. Você não precisa nem mesmo sentir as angustias e frustrações de um relacionamento desfeito.
A Sociedade escolhe seu par e ele será perfeito para você.

É chegado o dia do Banquete do Par. O dia em que Cassia irá conhecer o homem que a Sociedade diz ser perfeito para ela.
Quando o anuncio é feito e seu par e seu grande amigo Xander, Cassia não poderia ficar mais feliz.
O namoro, como tudo na Sociedade, segue passos e regras pré-estabelecidos.
Para saber como deve agir, Cassia recebe um micro cartão com todas as informações necessárias. Mas sua surpresa é total quando acessa os dados do cartão e o rosto de Xander desaparece dando lugar a outro rosto.

Isso dura apenas alguns segundos. O rosto de Xander volta a aparecer. Porém esses segundo foram suficientes para despertar duvidas em Cassia. Ela conhece aquele outro rosto. Ela conhece Ky.
A Sociedade teria errado? Seria Ky seu par perfeito?
Mas a Sociedade nunca erra.
Um desejo desconhecido brota com força total. Um desejo de escolher.
Escolher entre a segurança de Xander e o mistério de Ky.
Ao começar a trilhar esse caminho, Cassia percebe que nada poderá ser como antes. Porque ela não é mais a mesma.

Destino – Ally Condle – Editora Suma de Letras é um livro intrigante, audacioso, astuto. Ele mexe com o leitor de diversas maneiras diferentes.
Estamos falando de uma Sociedade distópica, onde tudo parece perfeito.
Todos se vestem iguais. A comida chega à sua casa preparada especialmente para você. Nem mais, nem menos. Apenas o necessário para você se manter saudável.
A Sociedade escolhe sua profissão. Escolhe seu parceiro. A época perfeita para ter filhos. Onde morar e como se divertir.
Ao completar 80 anos você tem o seu Banquete Final. O dia de glória onde poderá escolher o que deseja comer. Curtirá o momento com sua família e amigos e morrerá. Sem dores. Sem sustos. Sem medo.

Analisando assim, superficialmente, nem parece tão mau assim. Você não precisa se preocupar com nada. Você só precisa ir dançando conforme a música toca.
O que muitos não percebem é que atrás dessa perfeição esconde-se o domínio.
Durante a transição da era passada para esse novo estilo de vida, a Sociedade decidiu tudo. Ela analisou e selecionou apenas cem obras de arte. Cem poemas. Cem músicas. Cem livros. Todo o resto foi destruído.
As crianças nunca mais aprenderam a escrever. Apenas a digitar em terminais completamente fiscalizados.
Nada de novo é criado.

Você não pode criar, não pode desejar, não pode escolher.
Muitos acham que é um preço pequeno a se pagar pela paz conquistada.
Cassia também pensava assim.
Mas ao morrer, seu avô lhe entrega um poema perdido. Um poema que não faz parte dos cem. Isso somado ao rosto de Ky e a incerteza se ele poderia ou não ser seu par, muda Cassia para sempre.

As certezas a abandonaram.
Quanto mais tempo passa com Ky, mas se apaixona por ele, mesmo que continue amando Xander.
Sua mente fervilha de ideias. Seu coração anseia por algo desconhecido e incompreensível.
Ela quer escolher. Ela quer pensar. Ela quer criar.
Algo de muito errado está acontecendo, Cassia tem certeza disso. A Sociedade parece prestes a ruir e talvez suas ações prejudiquem todos aqueles que ela ama. Mas Cassia decidiu que não irá desistir.

O livro é narrado de forma muito intensa. Você passa o tempo todo pesando os prós e os contras dessa Sociedade. E mesmo com tudo de errado que existe em nosso mundo, ainda prefiro o direito de pensar, criar, escolher.
Mas percebi que tem algo por trás de todos esses acontecimentos com Cassia.
A Sociedade é uma maquina complexa e perfeita que nunca erra. Ela teria mesmo cometido um engano, ou tudo isso foi preparado, premeditado.
O final foi eletrizante. Senti vontade de gritar de frustração, de angustia, de esperança.
Estou contando os minutos para ler Travessia. Espero que a autora consiga manter o ritmo e a fluidez da escrita.
Se você ainda não leu está perdendo uma história incrível, uma redescoberta do sentido da vida e do poder de suas decisões.




1 de junho de 2012

Oksa Pollock e o Mundo Invisível - Anne Plichota e Cendrine Wolf - Suma de Letras

Primeiro foram as bolas de fogo.
Depois, o poder de levitar.
O mais chocante ainda estava por vir.
Pois esta é a história de Oksa Pollock.



Oksa Pollock, de 13 anos, achava que era como todo mundo, mas, naquela noite, tudo mudou.
Um tanto aflita com o início das aulas na escola nova, Oksa, de repente, percebe ser a causa de fenômenos estranhos em seu quarto. Um canto da escrivaninha pega fogo, caisas explodem. Ela, que sempre sonhara ser uma ninja, descobre que possui dons sobrenaturais! Confusa e aterrorizada, evita comentar os fatos.
Mas isso não é tudo. Na mesma noite, aparece em sua barriga uma misteriosa marca. Afinal ela ocnta tudo à avó, a excêntrica Dragomira, que lhe confessa o segredo das suas origens:a família Pollock vem de Edefia, um mundo invisível, escondido em lagum lugar na Terra. Oksa é a Inesperada, a única esperança desses exilados voltarem à Pátria.
Oksa não será mais a mesma. E, apesar da ajuda de seu melhor amigo, Gus, descobre o quanto é difícil conciliar a vida escolar normal e a necessidade de cumprir o seu destino.

Oksa Pollock e o Mundo Invisível – Anne Plichota e Cendrine Wolf – Editora Suma de Letras é um daqueles livros 100% fantásticos. Cheio de personagens excêntricos, com poderes fenomenais.
Oksa é uma pré-adolescente que tem seu mundo virado de cabeça para baixo ao descobrir seus poderes e sua origem.
Além de aprender a controlar seus poderes, Oksa passa a dividir sua vida com estranhas criaturas.

Desde Goranov, uma planta falante, que vive estressada e desmaia com frequência. Passando por Divinalhas, uma espécie de galinha, que vive “morrendo” de frio. E chegando enfim aos Foldingodos, criaturas de nariz pequeno e chato, orelhas de abano, boca comprida e grandes olhos arredondados; são uma espécie de mordomos que leem tudo o que encontram pela frente, livros, dicionários e até bulas de remédio e por esse motivo possuem um jeito de falar no mínimo confuso e exagerado.

Mas lidar com tudo isso não é tão complicado quanto lidar com um poderoso inimigo, que deseja voltar para Edefia tanto quanto os Salve-se-quem-puder, como ficaram conhecidos os exilados de Edefia.
Agora Oksa precisa lutar com todas as suas forças para aprender o máximo possível sobre seus poderes. Entender qual o seu real papel nessa história. E assim cumprir seu destino.

O livro passa por bons e maus momentos.
As criaturas de Edefia são fantásticas e consegui me divertir muito com elas. Adoraria ter algumas aqui em casa. Principalmente os Foldingodos.
Em outros momentos a narrativa um pouco “rebuscada” demais, deixava a leitura cansativa.
Por ser o primeiro livro da série, várias foram as explanações sobre como tudo começou e os porquês de estarem vivendo aqueles momentos.
Talvez uma alternativa para deixar o livro menos extenso e a leitura mais rápida tivesse sido dividir o livro em dois.
Oksa é uma leitura que exige um pouco mais do leitor, mas se você for persistente como eu, acabará se acostumando com o ritmo e com o estilo e gostando bastante da história.

E assim devem ser os Foldingodos...







29 de abril de 2012

@mor - Daniel Glattauer - Suma




Se você já encontrou a pessoa perfeita, por que se arriscar a conhecê-la?

(...)
Assunto: Cancelamento
Prezados senhores e senhoras da Editora Like.
Caso o fato de os senhores ignorarem insistentemente minha tentativa de cancelar uma assinatura tiver como objetivo não deixar cair o volume de vendas de seu produto, que está em lamentável e constante decadência, infelizmente devo lhes comunicar: eu não vou mais pagar!
Cordialmente
E. Rothner

Oito minutos depois
Fw:
A senhora se enganou. Este é um e-mail particular. Meu endereço eletrônico é woerter@leike.com. A senhora certamente queria escrever para woerter@like.com. A senhora já é a terceira que me pede cancelamento. A revista deve ter ficado muito ruim.
Leo Leike

Cinco minutos depois
Re:
Oh, me desculpe! E obrigada pelo esclarecimento.
Saudações
E.R.

Nove meses depois
Sem Assunto
Feliz Natal e Próspero Ano Novo.
É o que deseja
Emmi Rothner

Dois minutos depois
Fw:
Cara Emmi Rothner
Nós mal nos conhecemos ou não nos conhecemos absolutamente.
Contudo agradeço pelo seu afetuoso e muitíssimo original e-mail coletivo.
É preciso que a senhora saiba: eu amo e-mails coletivos, enviados a um coletivo ao qual eu não pertenço.
Sds, Leo Leike

Eu não costumo colocar parte do livro na resenha, mas dessa vez não resisti.
Por um erro de digitação ou por uma obra do destino, nunca saberemos ao certo. Mas foi assim. Exatamente assim, que a história de Emmi e Leo teve início.

Após esses equívocos e respostas sarcásticas de ambos os lados, os dois passam a trocar e-mails diariamente.
E-mails que falam sobre tudo e sobre nada. Que falam do tempo, dos sentimentos, das emoções, mas nunca no âmbito real.
Aos poucos eles vão se conhecendo, se descobrindo e criam uma bolha perfeita para onde fogem do imperfeito mundo real.

Dentro da bolha, o mundo real não importa. Nem mesmo o fato de Emmi ser casada e de Leo estar saindo de um complicado relacionamento de muitos anos.
Ali, na bolha, tudo é perfeito. Emmi e Leo são amigos. Trocam experiências e informações.
Aos poucos algo mais forte e poderoso nasce entre eles. Porem como saber se esse sentimento é verdadeiro, real ou uma ilusão criada pela bolha perfeita?

Eles ainda não se permitiram sair da bolha. Eles não possuem nem mesmo um rosto real. Uma foto. Nada. Apenas aquela imagem criada através das palavras escritas. E não uma descrição física de como seriam, nem isso eles se permitiram. A imagem sobre o outro, parte apenas da forma como escrevem, sobre o que escrevem, como escrevem. E eles são perfeitos um para o outro.
A vontade de se encontrarem no mundo real é tão intensa quanto o medo de ver a magia não resistir fora da bolha.
Mas não é mais possível viver assim. A bolha não consegue mais aguentar tanta informação, carinho e desejo. Ela está prestes a explodir.

@mor de Daniel Glattauer é um livro novo sobre um assunto velho.
O foco principal são as emoções humanas. O nosso hábito de criarmos personagens perfeitos baseado em poucas informações.
O livro é composto única e exclusivamente pela troca de e-mails entre Emmi e Leo.
Não existe um narrador. As lacunas deixadas pelos e-mails são completadas pela nossa imaginação. Mas ainda assim Daniel conseguiu criar personagens muito complexos, quase reais. O livro é inteligente, emotivo e sarcástico.

A leitura é extremamente rápida. Li em apenas uma tarde. Pois uma vez iniciado é difícil parar. Você quer saber qual será a resposta para aquele e-mail, e depois, a resposta da resposta. Enfim viciante.
É angustiante perceber o quanto eles vão se tornando necessário um ao outro. Como se o dia no mundo real só pudesse começar se eles se falassem primeiro na bolha.
Eles brigam, riem, choram, e tem crises de ciúmes um do outro. É como se houvessem se tornado marionetes de suas próprias histórias.

Ambos sabem que esse relacionamento é loucura, mas como um viciado em busca de drogas, eles buscam e-mails em sua caixa de entrada.
Quase no final a história sofre uma pequena mudança no padrão e eu sofri com isso, mas não tanto quanto sofri no final.
Não posso, ou melhor, não vou contar o que acontece, apenas dizer que quero muito o próximo livro “A cada sete ondas” (tradução literal do título), com previsão de lançamento em inglês para agosto. Oh!! só nos resta esperar.



11 de março de 2011

Destino e Estranha Simetria

Depois de um feriado prolongado (em que eu trabalhei todos os dias), nada melhor do que dois grandes lançamentos para animar nossos dias.
Hoje iremos falar sobre dois lançamentos super badalados e esperados da editora Suma de Letras.


Em “Destino”, primeiro livro de uma trilogia, a protagonista Cassia tem absoluta confiança nas escolhas que a Sociedade lhe reserva. Ter o futuro definido pelo sistema é um preço aparentemente pequeno a se pagar por uma vida tranquila e saudável e pela escolha do companheiro perfeito para formar uma família. Como a maioria das meninas, aos 17 anos, ela já está pronta para conhecer seu Par. Após o anúncio oficial, a menina sente-se mais segura do que nunca. Romântica, sonhava há anos com o momento do Banquete do Par, a cerimônia em que a Sociedade aponta aos jovens com quem irão casar. Quando surge numa tela o rosto de seu amigo mais querido, Xander – bonito, inteligente, atencioso, íntimo dela há tantos anos -, tudo parece bom demais para ser verdade.



Gostou?? Então aproveite a super oportunidade e adquira o seu na pré-venda pelo link http://migre.me/41M6q com um desconto de 25%.


"Depois de uma elogiada estréia literária, Audrey Niffenegger escreve em seu segundo romance sobre a relação entre irmãos gêmeos. A história de Uma estranha simetria, gira em torno da morte de Elspeth Noblin, que transforma-se em um fantasma. “Elspeth se torna um fantasma porque, ao morrer, ela se recusa a ir embora. É essencialmente a sua própria vontade que a mantém aqui. O que eu deixo um pouco no ar é o quão sincera ela está sendo. Ao longo do livro é a sua extrema força de vontade que faz tudo acontecer”, explica a autora. Quando Edie, a irmã gêmea de Elspeth, recebe a notícia de sua morte, vem junto uma surpresa: ela deixou para as sobrinhas o seu apartamento com vista para o imponente cemitério Highgate, em Londres – com a condição de que as duas vivam lá por um ano. Quanto a Edie e seu marido, Jack, o testamento estipula que não podem acompanhar as meninas na mudança nem entrar no apartamento. As gêmeas Julia e Valentina, de 20 anos, têm uma forte conexão, como se espera de irmãs condicionadas à presença uma da outra desde o útero. Situação muito diferente da que vivia sua mãe e sua tia, Elspeth: não se viam há 21 anos, e viviam a um oceano de distância. As meninas nunca tinham estado em Londres. Nunca haviam saído dos Estados Unidos. Londres era a terra de sua mãe, mas Edie e Jack raramente falavam sobre o assunto. Agora, Edie era americana – tinha se tornado nativa, ou quase isso. A família Poole morava em um subúrbio de Chicago que fingiu, em seus primórdios, ser uma aldeia inglesa.Mas a descoberta de que estava prestes a morrer, faz com que Elspeth quisesse se aproximar de suas sobrinhas. As razões da tia, desvendadas pouco a pouco, são inusitadas e inesperadas.que não vou conseguir descobrir o que vai acontecer depois”. É assim que Julia e Valentina, segunda geração de gêmeas da família Poole, partem rumo a uma experiência transformadora.



E então, gostaram das novidades??
Eu estou louca para ler e vocês??

21 de julho de 2009

A Sombra do Vento

Barcelona, 1945.Logo após o fim da guerra, a cidade cuida de suas feridas nas sombras.Um menino chamado Daniel acorda na noite de seu aniversário de 11 anos e descobre que não consegue mais lembrar do rosto da sua mãe já morta.Para consolá-lo, seu pai - dono de um famoso sebo - leva-o até o Cemitério dos Livros Esquecidos, uma biblioteca secreta que funciona como depósito para obras abandonadas pelo mundo à espera de que alguém as descubra. Encorajado pelo pai a escolher um volume da labiríntica biblioteca, Daniel fica fascinado pelo romance A Sombra do Vento, de Julián Carax.Obcecado, empreende uma busca pelas outras obras do autor e, para sua surpresa, descobre que alguém vem destruindo sistematicamente os exemplares de todos os livros que este já escreveu.Na verdade, o livro que Daniel tem em mãos pode ser o último exemplar existente, o que acabará por colocar sua vida em risco. Em sua investigação aparentemente inocente, Daniel percorre as praças e cafés do Bairro Gótico, as Ramblas e o Tibidabo, e adentra os mistérios e segredos mais obscuros de Barcelona, vivendo uma história épica de assassinato, magia, loucura e amores perdidos.Logo entenderá que, se não descobrir a verdade sobre Julián Carax, ele e aqueles que ama terão um destino terrível. Li este livro no inicio do ano, e fiquei fascinada..como Daniel, eu simplesmente não conseguia parar de ler, queria saber e entender todos os mistérios e por quê...Adoraria ter conhecido o senhor Sempere e sua livraria, dom Gustavo Barceló e seu jeito excêntrico, o Cemitério dos Livros Esquecidos e todas as possibilidades de aventura, ter tido um amigo meio doido como Fermím Romero de Torres... só lendo para entender. Mas talvez tenha gostado deste livro porque ele me fez entender porque amo tanto ler...pois cada livro, cada volume, tem alma. A alma de quem escreveu e de todos aqueles que leram, pois o livro, é vivo.....